
Há quem sinta saudade da infância
E aqueles que sentem saudades do que já foi
Há quem sinta saudades de roupas, perfumes e presentes
E aqueles de paixões avassaladoras.
As pessoas passam, a vida passa, mas a saudade não.
Ela é quase eterna e só morre com a própria morte
De quem a sente.
Se é nobre sentir saudades não saberemos
Deve mesmo ser um ato de nobreza
Pois é bem doloroso sentir saudades
Existiu no passado uma rainha
Deusa, negra, mulher
De olhos mais profundos do que os mais
Profundos oceanos
De cabelos mais negros,
Do que o mais negro da noite
E de pele morena,
Mais macia e mais cheirosa
Que terra quente batida por chuva fresca
Mas veio a morte e levou
Consigo o fôlego de vida e o brilho dos seus olhos
Dor e desespero bateram à porta de uma
Alma abandonada
O sentido de tudo partiu
O prazer de tudo se desfez
Vida se foi...
É inimaginável os acontecimentos do caminho,
É incerto, confuso e incomum,
É triste e alegre
É destino!




















