quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sobre o tempo


Vagaste tão perenemente e em silêncio imoral

Incessante passamento, fugimento, sangramento irreal


Sois todo tempo que tenho

És todo tempo que me tira

Na roda do passar, pesar, cansar...

Na linha do dia e da noite, o estar, o foi, o acabou!

Ah tempo que não perdoa, que engana e que voeja

Tempo, tempo, tempo.

Inspirou e expirou, o tempo passou

Piscou os olhos, o tempo matou

Tempo se separou da vida e preferiu

Morar com a morte e nela fazer residência

De um triangulo amoroso, rancoroso

Vidas que chegam e vidas que se vão

Manage true de orgia cáustica

Vida, tempo, morte.

Ah tempo safado e malandro,

Roubou para si duas lindas donzelas

A vida e seu fulgor

A morte e sua dor

Esperto e astuto!

Tempo,tempo, tempo.

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