Intuição e mistério se escondem
Sobre o negro da noite
O fogo do dia esvai-se de
Pirilampo em pirilampo
Dando lugar a lua que passa rua e,
Arrefece o calor do dia,
De luz que se apaga
Que fria é a noite!
Mas de friúra é o belo
Do noturno que encobrem alados
Pensamentos soltos.
Longa é a noite,
Da serpente acordada da árvore do pecado
Que de nada morta tem.
Que o tempo morde morta, noite,
Mórbida insensatez.
A noite protege
O doce artifício das ternas
Armadilhas
De tão louca, louca,
Louca e louca que é à noite
Sobre todas as coisas
A noite pousa e repousa
Difusa é a noite.
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