sábado, 27 de novembro de 2010

O relevo dos pensamentos

Tão habilidosos, são os pensamentos e gemidos de alma

Estes que se protegem quando o particular se entrega

Que destroem a quietude de segurança que liberta os medos

Ainda que de olhos abertos para o mundo e fechados para o desconhecido

Os pensamentos são cavalos selvagens que não se permitem dominar

Que vagam no insólito destino da questão que jamais serão respondidas

A ânsia por descobrir e definir; a vontade débil da razão

Pensamento é engano dos sentidos e traição da significância das coisas

Tudo está tão perto, mas se faz tão longe quando se pensa, e, se decide

A realidade se torna degenerada quando não se dança no pensamento

O pensamento é lavrado de relevos. E intelectuais não são seus donos

O pensamento não é vanguardeiro nem mesmo tradicional, ele é atemporal

E reside em toda e qualquer criatura que respira e que íntimo tem

O pensamento é o próprio espírito da existência que manifesta a vontade

Divina da ordem sagrada, sem especificidade de bem ou mal,

De erro ou acerto... Sem deixar de perder sua identidade transmutável

É coerente quando testado no sentido das coisas e pode ser chave

De portas de entrada para o passado, cujas memórias residem e transportam

O pensamento que tenta entender as razões que levam os homens

Ao desabrochar no corrimento da história

Não somo nem mais, nem menos divinos,

Somos feitos de im’puros, vaporosos e livres pensamentos.

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