
De mim brotarão sementes regadas por suas maneiras, nascerá de meu íntimo erva dotada de teu capricho, serei o reflexo exato e gêmeo do teu fel, passará a ser alvo da tua própria ironia, e da mesma forma com que me sentenciou, sentenciarei a você. Na labuta corriqueira e cotidiana dos humanóides comuns, coisa que eu não sou, não queira me fazer seu semelhante! Apenas me camuflo belicosamente para defender meu bem maior; um coração humano e raro. E como me bateres, batido será. Com ferro que me ferir, revidado, apanhará. E no mais objetivo das lacunas bem escritas, em meu pescoço que beijaste, em meu peito que se apoiaste, em meu sexo que se perdeste, em minha nuca que enlouqueceste... Em nada mais de mim tem cheiro de você. Se me encarar e olhar no fundo de meus olhos, certamente não verá reflexo de sua imagem, figura, sombra ou mesmo silhueta, desaprendi dizer teu nome e meus ouvidos são surdos aos seus rumores de amor. Ainda que quebrando Braços e pernas, cortando corpos e alma, vou ao malquisto contrário recado mandar: Com dois lhe vejo, com dois lhe apanho e com dois lhe mando para as ondas do mar sagrado, para que de lá nunca mais possa voltar. Percebes como já passou em mim? Então vá! Não espere que eu lhe arremesse!
Fabi que texto lindoooo!! Tô babando aqui...Parabéns amigo, arrasou!! Bjs!
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