domingo, 28 de novembro de 2010

Efêmera despedida; o adeus


Ocorreu-me dizer adeus

Apanhar os cestos, arrumar as alfaias

Olhar erguido para frente e,

Fazer a perene despedida

Por mais que se atalhe

Uma despedida é sempre infeliz.

Não se quer dizer adeus,

Nem por alguns instantes,

Imagina a angústia,

Com um adeus constante. Dói

A despedida Molesta, Despedaça.

A alma irrompe,

O ser contamina.

Por mais que se desvie

Um adeus é sempre inflexível.

É dor,

É lágrima,

Episódio,

Sofreguidão.

Age direto no ser,

No coração,

Deixando marcas fatíveis.

O adeus é o desenlace

De alguns sentimentos,

E principalmente de presenças

O adeus é distância que se apresenta,

É a partida desesperada,

É o tombamento...

É a passagem

A despedida,

Por mais que se evite,

É sempre triste.

Seres que se separam,

E assim, sofrem,

São vivências que se dissipam.

A despedida

É a tão evitada renúncia,

A tudo o que se pensava ter,

A tudo que se pensava viver.

Uma palavra balbuciada... ADEUS.

Desilusão, separação e sonhos desfeitos.

É despedida, forjada não só em mágoas,

Em lamentos, em melancolia.

Uma palavra dita e sua força...

Que muda o curso das vidas e os

Caminhos que nos levam.

Adeus parte de mim,

Que fique o que de bom

Fui em algum momento... Enfim.

Até que as ruas voltem a nos cruzar o

Caminho.

Adeus!

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