sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Há quem sinta saudade


Há quem sinta saudade da infância

E aqueles que sentem saudades do que já foi

Há quem sinta saudades de roupas, perfumes e presentes

E aqueles de paixões avassaladoras.

As pessoas passam, a vida passa, mas a saudade não.

Ela é quase eterna e só morre com a própria morte

De quem a sente.

Se é nobre sentir saudades não saberemos

Deve mesmo ser um ato de nobreza

Pois é bem doloroso sentir saudades

Existiu no passado uma rainha

Deusa, negra, mulher

De olhos mais profundos do que os mais

Profundos oceanos

De cabelos mais negros,

Do que o mais negro da noite

E de pele morena,

Mais macia e mais cheirosa

Que terra quente batida por chuva fresca

Mas veio a morte e levou

Consigo o fôlego de vida e o brilho dos seus olhos

Dor e desespero bateram à porta de uma

Alma abandonada

O sentido de tudo partiu

O prazer de tudo se desfez

Vida se foi...

É inimaginável os acontecimentos do caminho,

É incerto, confuso e incomum,

É triste e alegre

É destino!

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