segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Observai-me!


Tente não me decifrar

Apenas me observar basta

Não sou pergaminho ou manuscrito

Para ter as palavras interpretadas

Falo apenas o que penso

Penso apenas o que falo

Falo apenas o que sinto

E sentir eu sinto de alma

E tenho uma alma grande

De imensidão insuportável

Dela brota o que sou indecifrável

Não adiantar tentar me decifrar

Não há como mergulhar em

Minha caixa de Pandora

Observe-me e verás calmaria do mar quando sou bom

Atente-se e em mim descobrirá jardins de outono

Olhe-me, apenas, e conseguirá me ver por janelas

Mas não queira achar nas minhas linhas

As entrelinhas que não vivem

Pois, repito, falo apenas o que penso, pensando

Simplesmente naquilo que sinto

E meu sentir é único, mágico e transcendental

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