
Tente não me decifrar
Apenas me observar basta
Não sou pergaminho ou manuscrito
Para ter as palavras interpretadas
Falo apenas o que penso
Penso apenas o que falo
Falo apenas o que sinto
E sentir eu sinto de alma
E tenho uma alma grande
De imensidão insuportável
Dela brota o que sou indecifrável
Não adiantar tentar me decifrar
Não há como mergulhar em
Minha caixa de Pandora
Observe-me e verás calmaria do mar quando sou bom
Atente-se e em mim descobrirá jardins de outono
Olhe-me, apenas, e conseguirá me ver por janelas
Mas não queira achar nas minhas linhas
As entrelinhas que não vivem
Pois, repito, falo apenas o que penso, pensando
Simplesmente naquilo que sinto
E meu sentir é único, mágico e transcendental
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