
O coração ainda açoita
Parece vir à boca quando se encanta por alguém
Corpo e alma reagem espontaneamente
Aos impulsos de libido, desejo e vontade
De ter, de querer...
Tão forte é paixão que patologia quase se torna
Acomete da tal forma que individualidade se vai
Fascinação pelo outro... e o resto? Resto vira.
Que vontade que dá
Que saudade que dá
Paixão é de tudo melhor
Ópio de anulação completa
Sentimento exacerbado
Que faz mundo ganhar vida numa única pessoa
Sentimento de desejar, querer, a todo custo...
Paixão é forte, mas não dura muito tempo
Ela se vai, abandona-nos sem dó, sem piedade
Deixa resquícios, mas nada comparado a seu poder
E no oportunismo, lá vem ele, o amor
Que se apresenta brando e romântico
E se hospeda faceiramente
Mas...
O amor é estranho, nem quente demais
Nem frio demais.
Morno. Simplesmente morno
O amor é por si esquisito.
Quase tudo aceita
Quase tudo tolera
Quase tudo...
O amor é cheio de caras e cheio de dosagens
Tem um irmão chamado ódio
Que juntos quase sempre estão
E amor e ódio andam lado a lado
E fazem sofrer, terrivelmente dolorido
Machuca, machuca muito o ser
Entre ela, a paixão, musa que inspira, que enlouquece
Fazendo-nos viajar ao mundo do outro e Ele, o amor,
Brando, cínico, morno e “insosso”
Fico com ela, mesmo que seja efêmera
Entretanto, alimenta-me a alma
Que dure enquanto seja eterna
E que faça-me feliz prazerosamente
Paixão ensandecida.
E quando for, peça para que ele não venha me visitar
Pois muito amor sempre atrapalha
Nenhum comentário:
Postar um comentário