domingo, 16 de janeiro de 2011

A esquina e o vento


Lá vem a esquina, o vento está soprando pelo caminho
Redemoinhos se formam no chão e fagulhas de areia
Enchem os olhos que ficam um tanto quanto cegos

Lá vem ela, senhora da dúvida que medo dá; esquina.
Das perguntas que não se silenciam, do calafrio que não termina
Incerteza de tantas coisas que não tem como ser respondidas

Ainda que venha assobiar o vento, e os olhos ofuscados fiquem
Não se deve parar, mesmo que o medo seja maior que a coragem
Desistir jamais, voltar pelo caminho permitido não é

Não tombarás jamais, mesmo que tudo tente te derrubar
O caminho é desconhecido, mas no coração existe uma bússola
Que é Norte e decisão, com ela andarilho será

Por mais longe que esteja o horizonte, o caminho curto parecerá
Nas dificuldades o impulso. Não parar, fraquejar, voltar? Jamais
O medo se veste de coragem, faz a força e impele à vitória

Láurea aos audazes, dignos de coração e com alma honrada!
O pavor não lhes fere as ventas e nem mesmo importuna arrepios
Bela é a expressão do corajoso que segue pelo caminho ventoso

Vida que tão vida, admirável é
Caminho só é destino, para aquele que tem fé

Não é uma esquina, nem mesmo o próprio
Caminho que define os horizontes...
Somos nós.

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