
Eu agora sou apenas terra... Um solo tenro e firme,
em sobriedade longíqua e imersa em meu próprio casulo,
enterrado, alheio aos humanos julgamentos e discórdias de
compreensões mal intencionadas. Hoje não tenho nome,
nem mesmo data para eclodir novamente. Por enquanto sou apenas terra.
Apenas terra, eu sou... Sem enigmas maiores do que ser
terra batida e molhada por água fresquinha de chuva.
O sol já não mais me escalda vapor.
Voltando a ser semente germinada que cresce
silenciosamente em novo renascimento.
Eu hoje sou apenas terra... solitária por imensuráveis silêncios,
trilhando por incontáveis canções, transpassada
por pés que me pisam, alheia, porém, a tudo isso,
isenta de humanas divagações, desobrigada de previsíveis itinerários,
terra apenas, eu hoje sou...
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