sábado, 28 de agosto de 2010

A roda da vida


Sinto um nó na garganta quando um amigo diz que vai partir. Ainda não me habituei às separações que a roda da vida provoca. E ela girando novamente me afasta de mais um amado amigo. Não venha me dizer que não é perda, pois sim, é. Tudo bem que as conquistas são conseguidas através dos sacrifícios e se desprender de alguém que amamos já é holocausto demais. Nesse âmbito as coisas podiam ser mais simples...

Falta-me ar, lágrimas me vêm aos olhos e aperto ao coração. Mas os destinos têm a predestinação de se encontrar, se separar e se reencontrar novamente.

A partida anunciada. Um novo começo de Era... O reinicio de tudo.

Meu Eu parou sentado, estagnado e disse-me à consciência sem dó: “Vida te arranca mais um pedaço. Quem manda você Ser seus amigos?”. Verdade seja dita. Posso ser feito de água, nascido do pó e que a ele retornarei, mas sou feito também de amigos. Os absorvo e agrego-os ao meu coração e quando partem, não posso segurá-los, choro.

Choro baixinho para que não percebam e tento engolir a tristeza aparente que é sufocada pela felicidade extrema de ver meus amigos velejando na imensidão do destino para algo melhor. Vá componente de mim! Siga para a ilha da magia e não se preocupe, pois sou porto seguro e forte e pode atracar em meu-seu coração de amigo quando quiser.

Onde quer que esteja, estou contigo. Seja feliz, pois com sua felicidade, feliz sou também.

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