terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rezo a vida


Bebo do cálice da vida, toda gota que forma o vinho

Embriagando-me nos minutos que esvaem meu fôlego

Errante do copo que nunca transborda

Consumista da doce tentação do estar em vida e na ávida vida

Vida que vida boa, que vida torta, que vida à toa.

A doce miragem do bom amanhã...

Do viver, no choro, no farto, na tristeza, na melancolia

Renascimento na alegria.

O fardo da labuta, da luta, da multa pelos passos errados, cansados e maltratados

O ânimo do acerto, do apego, do esmero por vida.

Vida que é vida, que é bela vida, que zela vida e reza vida.

Toma-me a paixão...

Por respirar, por me animar, por batalhar e por caminhar

Ao destino que não se revela que se desvenda e que se descobre

Num infinito achar, encontrar, buscar.

Numa esquina felicidade

Noutra, maldade

À direita amor,

À esquerda ódio,

No caminho encontros, desencontros, risos e choros

À toa vida é, torta ela se faz, boa é uma questão de escolha, de sentimento

Rezo a vida

Zelo a vida,

Bela vida

Vida que é vida é vivida.

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