sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Sou negro
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O caminho para Ele
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Serei eterno
domingo, 20 de novembro de 2011
Não sou inexorável
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Eu NOS declaro amigos!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Te amo
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Papoilas de prazeres agudos
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A caixinha de música
E lágrimas forçam os olhos cerrados presos em imagens
E o tempo passou...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
No seu tempo
Ainda não descobri o que eu quero, na verdade quero exageradamente de tudo um pouco ao mesmo tempo que em determinados momentos não consigo acompanhar meus próprios planos, que se entrelaçam e se emaranham com tantas outras coisas... Pé fundo no acelerador. E a frenética loucura do dia-a-dia me faz mais máquina e menos homem me deixando ao mesmo tempo padronizado e sem destino focalizado.
Até sei qual é o desejo de futuro, mas e como alcança-lo do jeito que idealizo? De grana eu precisarei, eu sei, mas e se? E se?
É dramático constatar que nem tudo está sob nosso controle e que nem tudo depende de nós. Certas coisas tem seu próprio tempo de acontecer, no fundo cada um tem um momento certo para a vida, ou, para a morte.
Tem certos dias que simplesmente, as frases de alto ajuda como "aproveitar o dia com se fosse único e último" não fazem qualquer efeito sobre uma psique cansada e combalida por uma rotina maldita que muda pouca nuance de um dia para o outro.
O ritual de acordar com o desgraçado despertador as sete, de lutar contra o quente do travesseiro para se levantar, de remoer de dor com o banho no chuveiro, de respirar fundo no transito caótico para não mandar uns e outros para o inferno, de trabalhar, trabalhar e trabalhar...
Isso cansa e, pior... O corpo padece.
Talvez por isso me dê tanta vontade de choro quando me recordo saudoso da infância inocente quando as únicas preocupações eram os joelhos ralados e quantas pipas eu tinha para o dia seguinte.
E cai um enorme peso na consciência: Estou vivendo direito? Estou fazendo direito? E aonde isso tudo vai me levar.
sábado, 6 de agosto de 2011
A fera e o ergástulo
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Declarações

“Décadas bem vividas
Construirão um homem
Predestinado a realizar grandes feitos.
De tudo vivido, experiências foram adquiridas.
E tornaram você mais sábio e forte,
As dificuldades nos mostram a verdadeira força que temos,
E isso com certeza foi fundamental para a definição de uma autenticidade
Que pertence somente a você. As próximas décadas serão com mais valores, amores,
Respeito e carinho. Prometo viver ao teu lado dias, meses e anos muito mais felizes.
Seria pretensão minha dizer isso tudo?
Sim, talvez, mas a certeza do meu amor por você me leva a crer que teremos sim décadas e mais décadas de muita cumplicidade respeito e amor. Obrigado pela abundância de felicidade que você proporciona ao meu ser. Te amo!”
Ter assim alguém que zela e doa amor, faz do homem a criatura mais feliz.
Nada no mundo paga tamanha dedicação e respeito.
Isso sim é poesia.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Cansado

Meu corpo está pesado
A mente também jaz.
Mas sempre desejei sucesso e glória
E agora? O que é isso?
Diz pra mim? Me responde?
Mas não imaginava tanto trabalho.
Que árduo.
Que difícil é.
Disseram-me que seria pesado
Mas o fardo é terrível
Além de brigar com meu ego
Tenho que me esquivar da presunção
Dos outros.
Santa paciência.
Óh santa rogai por mim!
Onde quero mesmo chegar?
Estou confuso com objetivos
E de tanto atirar, estou sem alvo
Apesar de saber onde querer chegar
Estou confuso entre tantas balas
Um tiroteio de loucos
Que se matam e se estraçalham
Sem notar a nobreza da vida lá fora
Trabalho...
Labuta...
Fadiga.
Cansado.
terça-feira, 19 de julho de 2011
No segundo
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Do céu ao inferno

Cabeça fervilha. Múltiplas idéias.
Desejos e vontades que se misturam e se fundem.
Quando o aspirar se mostra a abdicação aparece.
Quando o sim vem o não volta.
Queres sem querer, podes sem poder.
Nada é fixo, tudo é desconexo.
Misturado, complexo.
Intenso.
A vida sem rumo, mas rumo é rumo que a vida dá.
Tudo ao mesmo tempo.
No tempo do nada,
No tempo do tudo.
Agora!
Simplesmente agora é o viver.
Vida passa rápido demais
Agora! Tem que ser agora.
Tudo. Nada.
Querer.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Mundos

Eu me sinto melhor quando leio,
Sou transportado para mundos
Diferentes deste que estou
Pesadamente inclinado a viver
Mas eu gosto de fantasia
De realidade me basta a própria realidade
Gosto de viajar sobre montanhas
Verdejantes e de aroma primaveril
Gosto da companhia de reis e rainhas
Deuses e Deusas.
Como é bom viajar e conhecer mundos
Mais aprazíveis que o meu.
Não que o meu seja de todo ruim
Mas é bem menos encantador e atraente
Do que aqueles que se apresentam nas
Fascinadoras milhares de páginas de livros...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Pulsares

Os pulsares de meu coração já não são os mesmos depois de ter você. Ele respeita compassos mais calmos e meus olhos estão mais atentos em notar felicidade nesta vida que tão logo passa. Vejo poesia até na mais trágica notícia de jornal e nem me incomodo com as atrocidades que vejo por ai.
Hoje estou assim tão mais apaixonado por você que particularmente me sinto melhor.
Já até nem ligo para a antagônica personalidade que tem liberdade em alma, mas que deixou razão e coração se adjudicarem furtivamente às vinculas do amor que tu me ofereceste.
Basta-me te amar.
Basta-me o teu amor.
terça-feira, 10 de maio de 2011
A palavra

Nunca pensei fácil, Pois de fácil nada a vida tem
As corruptelas que na língua existem só me serviram
Para uma coisa... Para isso tudo eu nunca digo amém
Nunca quis ser doutor, médico ou professor
Mas para boas palavras, um pouco de livro ajuda.
Falar bem, não é falar difícil, mas falar bem, pode sim, ser bonito
A palavra carrega consigo tamanha força que move o mundo
De belas palavras se salvam vidas. De feias palavras se matam homens
Nelas, estão contidos os maiores componentes da comunicação
E comunicar é a mais pura e ardente manifestação da divindade
Que adormece na alma humana.
Uns viram políticos, outros advogados. Alguns do diabo e aqueles
Que usam da palavra como argutos sedutores, encantadores...
Saber usar a palavra é arte reservada a poucos e não é qualquer um
Que encontra poesia nela.
Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem
Mas quase não existem aqueles que sabem que há na palavra
A maior de todas as riquezas que é fazer bem a outrem.
Quer seja num educado bom dia!
Ou num romântico te amo.
Mas, toda, absolutamente toda palavra só tem valor
Quando surge do coração
terça-feira, 3 de maio de 2011
Terceiro Decênio

Três décadas, estritamente delineadas por eventos históricos numa anônima vida humana.
Primeiro decênio, poucas recordações, salvo o companheirismo de um irmão que dividia a tristeza em uma casa solitária enquanto mamãe saia para trabalhar,
O segundo decênio trouxe consigo a maior perda que se poderia esperar... A morte ceifou a vida da mamãe, levando-a embora sem qualquer compaixão ou piedade. E desnudadamente jogado no mundo à própria sorte contando somente com desconhecidos que acolhiam-me com meu indefeso irmãozinho como familiares que de familiar nada tinham. A escola da vida foi bela professora que tratou de separar o meu do destino de meu consanguíneo. Eu choroso ao vê-lo partindo et je suis le seul, ainda mais sozinho para seguir. Por meses seguidos tive lágrimas nos olhos... Eis que vem novamente a Morte e ceifa a vida da última esperança de sobrevida feliz, carrega consigo uma adorável negra avó postiça que acolhera-me em seu colo que não me pertencia, mas que me amava como amava os filhos já criados. Ela ao seu modo, dura em sua extremidade, tenra e dócil em seu coração de alguma forma me amava. Mas a morte também a levou. Por breve momento reclamei com Deus, perguntando-o porquê tanto sofrimento? Para que tanta dor? Sem resposta, entretanto corajoso, segui adiante na solidão de um moribundo infeliz. Na lembrança, de maneira latente, senão o maior conselho deixado por minha mamãe. Dizia ela que somente a educação, somente o estudo seria capaz de me livrar do mundo e das pessoas ruins e, fiel a estes conselhos segui... Mas, morri em próprio casulo.
Meus ventos mudaram e os meus outonos amadureceram. Cheguei à terceira década de uma existência no mínimo intensa. Perdas dolorosas, conquistas magnânimas, desencantos desastrosos e o encontro com uma alma que tem se mostrado gêmea. Tudo muito cedo começado aos trinta e tantos dias anos, mas espero momentos melhores pra mim e estou escrevendo histórias mais agradáveis.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Dois

Minha cobiça de você é inusitada
E sem qualquer pecado, te desejo
E tua loucura também o é
Deixando-me perplexo e perdido
Em mim mesmo, pois,
Eu já desisti de procurar razão para
Isso que me fixou a você
Sabe aquele desejo que sobe
E que nos consome? É singular.
Sem falar na saudade
De quando você parte
Que é monstruosamente fatal
Enquanto lembro teus lábios
Saudade dá
Enquanto recordo dos beijos em seu pescoço
Saudade dói
E quando meus olhos cruzam os seus na última despedida
Saudade mata
Em teu perfume percorro um corpo ávido
De quando deslizo sobre teu abdômen e umbigo
E me perco em tuas coxas nuas em pelos
Num corpo que perde o controle
Em arrebatamento intenso... Incontrolável
E único...
Num repente teu prazer arrebata-me
Entre sussurros... Gemidos e suspiros
Multiplicam-se num privilegiado momento...
Instante meu e teu; úmido momento
De espasmos e deleite
Em nossa unanimidade plena.
No dois em um, sendo um em dois
Que não se sabe ao certo onde um começa
E o outro termina.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Jardim do sol

Seus pés tocaram, silenciosamente, meu solo candente
E nem deu tempo de perceber como você abriu a chave do meu jardim
Eu, distante a pensar, peniscando desilusões não dei conta
De como pausadamente se acolheu e enraizou-se em meus Antúrios
Também, chegou de mansinho, ainda sem sons, nem sequer te ouvia...
Mas de todas as outras flores, teu odor era o de mais perfume
Ainda sem ver sentia seu bálsamo.
E mesmo de olhos fechados, sabia que você tinha chegado
Tocou meus ramos e raízes... Senti doçura, e, carinho.
Seduzido pelo teu toque abri vistas a você e
Teus olhos que brilham meus olhares me seduziram e,
No exercício da vista apurada conclui que você não era apenas uma visita,
Confundi-te com um Elfo. E meu coração palpitou, mas,
Na realidade notei que você fazia parte do meu jardim
Era tão belo como orquídeas surreais e
Tão perfumado como rosas silvestres
Com extrema felicidade, vagando por meus caminhos
Vi que o que me faltava, parecia que em ti estava
Chegou como sol em meus campos verdejantes,
Como a água que alimenta a terra sedenta.
Arauto que tornou calmo o meu eterno e perfeito mundo.
Onde o sossego e encanto fazem dele a sua morada,
Um mundo envolvido pela ambiência circundante,
Onde os seres encantados, a natureza macia e de cores vívidas,
Embalam o vento libertino e fazem dele o seu recanto...
O grande alquimista em meu jardim repousou.
Que em quididade se chama amor.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Corri o mundo a tua procura

Corria o mundo procurando você
Rezava aos deuses para te encontrar
Inundando-me em esperança infinita
Salvando-me do mundo cruel na fé
Temendo, mas sem desistir de sua presença
Indo ao mais fundo de minha alma, buscando forças
Aonde não se acha, para preservar a expectativa
No momento de que um dia iria te achar
Onde seria? Somente o tempo diria...
Rezas ouvidas, pois eu te achei, te encontrei, do jeito que sonhei
Olhos encantadores
Divina criatura
Rezas miraculosas, pois pedi ternura e desceu um anjo
Inebriado, seduzido, apaixonado...
Gestos, carinho e afagos,
Unhas, dentes e corpo trêmulos de paixão
Encantado, intumescido em afeto
Salvo da solidão e deliciosamente encarcerado pelo coração
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O meu sol

Aflito procuro o meu sol,
Prazenteiro e com choro nos olhos
Ainda que aos tropeços e mesmo que continue caindo
Meus pés matreiros não reclamam de calos
Pés calejados, pisando marasmos...
Seguindo sinais de entusiasmo!
Vou ao encalço, perseverando, na insistência,
Até posso tombar, mas desistir nunca. Desistir porque?
Um dia sofri... Eu existo,
Um dia chorei... Eu vivo;
Um dia sorri... Pois nem sempre fui triste.
Caminho definido,
Amores no coração e,
Fé...
Isso tudo move a vida
Tornando-a brilhante
Isso me dá empolgação,
E deixa tudo mais bonito
Mesmo em tempos de remissão...
Não é impossível, nem distante,
Basta ser perseverante,
Esvaziar o peito de pesos
Daquilo que não há mais jeito...
Abrir portas e quebrar vidraças,
Um olhar diferente, profundo...
Viver intensamente os momentos,
Inundar-se de sentimentos...
Abster-se de cavoucar feridas
E entusiasticamente...
Viver!










