Sôfrego, mas contente, deito-me no sofá.
O sabor de papoilas ainda paira em minha boca deixando-me sentir
a euforia e o deleite que ainda permanecem no meu sangue e me fazem zabaneiro.
Não me olhes tardiamente e nem chegue depois do sono lírico
se apoderar do prazer que a carne ainda retém, me levando ao sono.
Quero a nudez do olhar e um riso dormente para que eu sonhe
enquanto desfaleço e ao acordar é a sua imagem que eu quero me velando feliz.

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