
Seus pés tocaram, silenciosamente, meu solo candente
E nem deu tempo de perceber como você abriu a chave do meu jardim
Eu, distante a pensar, peniscando desilusões não dei conta
De como pausadamente se acolheu e enraizou-se em meus Antúrios
Também, chegou de mansinho, ainda sem sons, nem sequer te ouvia...
Mas de todas as outras flores, teu odor era o de mais perfume
Ainda sem ver sentia seu bálsamo.
E mesmo de olhos fechados, sabia que você tinha chegado
Tocou meus ramos e raízes... Senti doçura, e, carinho.
Seduzido pelo teu toque abri vistas a você e
Teus olhos que brilham meus olhares me seduziram e,
No exercício da vista apurada conclui que você não era apenas uma visita,
Confundi-te com um Elfo. E meu coração palpitou, mas,
Na realidade notei que você fazia parte do meu jardim
Era tão belo como orquídeas surreais e
Tão perfumado como rosas silvestres
Com extrema felicidade, vagando por meus caminhos
Vi que o que me faltava, parecia que em ti estava
Chegou como sol em meus campos verdejantes,
Como a água que alimenta a terra sedenta.
Arauto que tornou calmo o meu eterno e perfeito mundo.
Onde o sossego e encanto fazem dele a sua morada,
Um mundo envolvido pela ambiência circundante,
Onde os seres encantados, a natureza macia e de cores vívidas,
Embalam o vento libertino e fazem dele o seu recanto...
O grande alquimista em meu jardim repousou.
Que em quididade se chama amor.
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