
Ocorreu-me dizer adeus
Apanhar os cestos, arrumar as alfaias
Olhar erguido para frente e,
Fazer a perene despedida
Por mais que se atalhe
Uma despedida é sempre infeliz.
Não se quer dizer adeus,
Nem por alguns instantes,
Imagina a angústia,
Com um adeus constante. Dói
A despedida Molesta, Despedaça.
A alma irrompe,
O ser contamina.
Por mais que se desvie
Um adeus é sempre inflexível.
É dor,
É lágrima,
Episódio,
Sofreguidão.
Age direto no ser,
No coração,
Deixando marcas fatíveis.
O adeus é o desenlace
De alguns sentimentos,
E principalmente de presenças
O adeus é distância que se apresenta,
É a partida desesperada,
É o tombamento...
É a passagem
A despedida,
Por mais que se evite,
É sempre triste.
Seres que se separam,
E assim, sofrem,
São vivências que se dissipam.
A despedida
É a tão evitada renúncia,
A tudo o que se pensava ter,
A tudo que se pensava viver.
Uma palavra balbuciada... ADEUS.
Desilusão, separação e sonhos desfeitos.
É despedida, forjada não só em mágoas,
Em lamentos, em melancolia.
Uma palavra dita e sua força...
Que muda o curso das vidas e os
Caminhos que nos levam.
Adeus parte de mim,
Que fique o que de bom
Fui em algum momento... Enfim.
Até que as ruas voltem a nos cruzar o
Caminho.
Adeus!