terça-feira, 25 de outubro de 2011

Te amo




Desde quando te conheci, senti em você algo de bom.
Notava em ti algo que ia além de atração física e pronto, estava preso a ti.
Sentimentos que raciocinaram superiores ao desejo
Vontades só fazem sentido com você nelas
O futuro gira em torno de você, de nossas vidas em comum.
E daquilo que nos une e chamamos de amor.

Se teço críticas são elas isentas de querer menosprezar-te.
Quero seu bem, que é o meu bem maior.
Não quero assumir um papel paternal.
Não quero ser mais importante, nem muito menos o dono da verdade.
Juntos somos melhores e nossas verdades se completam.

Quero te proteger! Mas nem tudo deve ser do meu jeito, eu sei.
Nossos tempos por vezes são distintos e nossos corações
Para alguns julgamentos possuem compassos diferentes
E ainda que palpitem um pelo outro, são autônomos.

Não existe sobrevida apenas de amor.
Existem dificuldades que precisam ser superadas,
Desafios que precisam ser vencidos,
Rotinas que precisam ser quebradas,
Vidas que precisam ser vividas.

Sempre seremos mais fortes enquanto estivermos juntos.

Te amo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Papoilas de prazeres agudos




Sôfrego, mas contente, deito-me no sofá.
O sabor de papoilas ainda paira em minha boca deixando-me sentir a euforia e o deleite que ainda permanecem no meu sangue e me fazem zabaneiro.
Não me olhes tardiamente e nem chegue depois do sono lírico se apoderar do prazer que a carne ainda retém, me levando ao sono.
Quero a nudez do olhar e um riso dormente para que eu sonhe enquanto desfaleço e ao acordar é a sua imagem que eu quero me velando feliz.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A caixinha de música














Engrenagens e fitas de aço dão impulso à uma dose melancólica

Um caleidoscópio desfragmenta um coração de vidro sob os pés

De uma bailarina de alma rosada



E o som fino e simpático corta o silêncio e quase para o coração

E por instantes um mergulho no passado.

E lágrimas forçam os olhos cerrados presos em imagens

Que se formam e somem como num passe de mágica



Um dó de tristeza se funde no corpo presente

Olhos abertos e lá ela a girar, graciosamente

Presa numa chave em um coração que chora saudade

Nem percebia o tempo passar



E o tempo passou...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

No seu tempo


Ainda não descobri o que eu quero, na verdade quero exageradamente de tudo um pouco ao mesmo tempo que em determinados momentos não consigo acompanhar meus próprios planos, que se entrelaçam e se emaranham com tantas outras coisas... Pé fundo no acelerador. E a frenética loucura do dia-a-dia me faz mais máquina e menos homem me deixando ao mesmo tempo padronizado e sem destino focalizado.

Até sei qual é o desejo de futuro, mas e como alcança-lo do jeito que idealizo? De grana eu precisarei, eu sei, mas e se? E se?

É dramático constatar que nem tudo está sob nosso controle e que nem tudo depende de nós. Certas coisas tem seu próprio tempo de acontecer, no fundo cada um tem um momento certo para a vida, ou, para a morte.

Tem certos dias que simplesmente, as frases de alto ajuda como "aproveitar o dia com se fosse único e último" não fazem qualquer efeito sobre uma psique cansada e combalida por uma rotina maldita que muda pouca nuance de um dia para o outro.

O ritual de acordar com o desgraçado despertador as sete, de lutar contra o quente do travesseiro para se levantar, de remoer de dor com o banho no chuveiro, de respirar fundo no transito caótico para não mandar uns e outros para o inferno, de trabalhar, trabalhar e trabalhar...

Isso cansa e, pior... O corpo padece.

Talvez por isso me dê tanta vontade de choro quando me recordo saudoso da infância inocente quando as únicas preocupações eram os joelhos ralados e quantas pipas eu tinha para o dia seguinte.

E cai um enorme peso na consciência: Estou vivendo direito? Estou fazendo direito? E aonde isso tudo vai me levar.


sábado, 6 de agosto de 2011

A fera e o ergástulo




Uma fera vive em mim
Um cão, dentro de um ergástulo que tranco a sete chaves
Quando o desequilíbrio vem e a ira se encarna
O selvagem ruge e se debate nas grades do calabouço
Imediatamente, silencio, pois no silêncio, a fera se perde
Até perco o chão, pois as palavras somem de minha boca
E não consigo expor nada com minha língua
Que trava e cala. Não chega a ser tristeza, de longe alegria parece ser
Poeira levemente espessa se levanta e o momento pede, então, sofreguidão
Sigiloso martírio, sem dor, sem rancor, sem nada.
A boca selada e o espírito envolto na crisálida do espírito que é de guerra, brasa e fogo.
Bastam algumas horas e o feroz volta a dormir, amansado pela calma que calada fala
Muito mais que mil palavras ditas.
Ao contrário do que se pode pensar, palavras o vento não leva.
Portanto, tem horas que é melhor calar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Declarações



“Décadas bem vividas

Construirão um homem

Predestinado a realizar grandes feitos.

De tudo vivido, experiências foram adquiridas.

E tornaram você mais sábio e forte,

As dificuldades nos mostram a verdadeira força que temos,

E isso com certeza foi fundamental para a definição de uma autenticidade

Que pertence somente a você. As próximas décadas serão com mais valores, amores,

Respeito e carinho. Prometo viver ao teu lado dias, meses e anos muito mais felizes.

Seria pretensão minha dizer isso tudo?

Sim, talvez, mas a certeza do meu amor por você me leva a crer que teremos sim décadas e mais décadas de muita cumplicidade respeito e amor. Obrigado pela abundância de felicidade que você proporciona ao meu ser. Te amo!”

Ter assim alguém que zela e doa amor, faz do homem a criatura mais feliz.

Nada no mundo paga tamanha dedicação e respeito.

Isso sim é poesia.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cansado



Meu corpo está pesado

A mente também jaz.

Mas sempre desejei sucesso e glória

E agora? O que é isso?

Diz pra mim? Me responde?

Mas não imaginava tanto trabalho.

Que árduo.

Que difícil é.

Disseram-me que seria pesado

Mas o fardo é terrível

Além de brigar com meu ego

Tenho que me esquivar da presunção

Dos outros.

Santa paciência.

Óh santa rogai por mim!

Onde quero mesmo chegar?

Estou confuso com objetivos

E de tanto atirar, estou sem alvo

Apesar de saber onde querer chegar

Estou confuso entre tantas balas

Um tiroteio de loucos

Que se matam e se estraçalham

Sem notar a nobreza da vida lá fora

Trabalho...

Labuta...

Fadiga.

Cansado.