
O dia em moribundo repouso
Vai-se quando o sol falece no horizonte
Levando a majestade solar ao
Sepulcro da noite que nasce em exuberância
O lusco-fusco angustia,
Ofusca os olhos e a mente vagueia vazia.
A tarde não tem pressa e se prepara
Deliciosamente morna
Para a morte do dia e o nascimento da noite
Melancolia irresistível pra se amorenar no sol,
Que triste de ir embora não quer anoitecer.
Partida do sol que mexe com o coração alado
Faz-se noite, faz-se o escurecer
Dia e noite se revezam em vinte e quatro
Quilates mais valiosos do que sã consciência
Pode perceber.
O tempo não espera por ninguém
Veja como a luz é devorada pela escuridão,
Não há arauto da salvação mais perfeito do que o silêncio.
Nele há de se mergulhar e no renascimento do sol
O renascimento para a vida,
Pois do negro... O dia.
É sempre bom lembrar que
O tempo não espera por ninguém
Ele sempre muda.
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