quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Livres ventos


Ao surgir em plano vôo

Sobre nuvens de algodão

Sobre o ar macio, caloroso de paixão

Lá vou eu em sonhos de uma noite de verão

Mas veio-me à memória

A triste lembrança de asas que não tenho

Da minha humana forma

Que do céu com arriscada queda

Desceu...

Estes devaneios de penas e pássaros

Nascem em mim e de mim

Ah, sonhos teimosos em voar

Mas que num estreito suspiro

Confinado na mortalidade

Expio sem poder me mover mas,

Que pouso antes de cair e

Seguro-me à pingos de sofrer

Queria tanto voar, mesmo sem poder...

Sou assim, todo assim emoção

Que de tão livre são ventos

Que me levam e me trazem

Em muitas vidas,

Mas num só coração

Que mesmo sem asas, ensaia vôos

Inacreditáveis e,

Só me arrasta o pensamento

E faz-me arauto de sonhos possíveis e

Imagináveis.

Lá me diz que me guarda asas,

Que me acorda da razão

Que me adormece a inquietação,

E me sonha os sonhos

Com outros sonhos... De ilusão

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