
Transpiro alma em meus olhos amendoados e através deles o exterior, no princípio da realidade, conhece a fantasia do mundo que habita em mim. As vocais são a ponte entre estes universos. Os ouvidos são as sentinelas do caminho e as narinas caçadoras que capturam, no ar, vestígios como faziam os antigos que sentiam no cheiro da terra a mudança do tempo e a chegada de chuva.
A alma minha é sagrada e delicadamente preservada pela mente, um forte coronel que num poderoso governo toma as principais decisões e apresenta ao ego que impulsivamente age, mas antes, é submetido ao superego que regula, busca inibir, provoca um comportamento moral e principalmente conduz-me à perfeição. Transpiro alma em meus olhos amendoados...
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