quinta-feira, 24 de junho de 2010

Corpo velado



Sonhei na madrugada fria recoberto em almofadas quentes e travesseiro macio na ilusão do pensamento a chegar. Vi tios e amigos, animais e sobreavisos, vi coisas esquisitas que a razão não pode enxergar.

Sonhei na calada da noite, corpo velado, olhos selados e lábios calados.

O real, a mim, em nada importava. No tocante medo, me esbaldava e quão grande era emoção que me abalava.

Os dedos intumescidos em suor, na imagem da avó que surge ao norte no olho da tormenta e não estava só. Consigo vinham primos, parentes e mãe contente...

Vestiam alvo, semblante perene e eu vislumbrado sofria carente. Fiquei empolgado e tentei tocar. Fiquei frustrado, eram translúcidos e mão ficou a vagar...

Carente de saudade e o aperto no peito mais parecia maldade. Ôh razão vem me salvar, me liberta do pesadelo! Liberta meu coração!

Razão me ouviu e um torpor surgiu, pesadelo se foi. Com toda tristeza... Sumiu.

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