domingo, 27 de junho de 2010

A felicidade impera

A sensação de liberdade que muda minha razão em viver permeia meus dias. A felicidade que sinto em ser livre transborda ao ponto de fazer chorar qualquer sentimento. Tão grande é a plenitude que sinto que tenho medo de tudo perder. Mas a felicidade é soberana e impera sobre meus receios. A alegria é forte suficiente para reanimar meus pesares.

Não há história parecida com a minha. Não há vida como a minha.

Não há.




quinta-feira, 24 de junho de 2010

Corpo velado



Sonhei na madrugada fria recoberto em almofadas quentes e travesseiro macio na ilusão do pensamento a chegar. Vi tios e amigos, animais e sobreavisos, vi coisas esquisitas que a razão não pode enxergar.

Sonhei na calada da noite, corpo velado, olhos selados e lábios calados.

O real, a mim, em nada importava. No tocante medo, me esbaldava e quão grande era emoção que me abalava.

Os dedos intumescidos em suor, na imagem da avó que surge ao norte no olho da tormenta e não estava só. Consigo vinham primos, parentes e mãe contente...

Vestiam alvo, semblante perene e eu vislumbrado sofria carente. Fiquei empolgado e tentei tocar. Fiquei frustrado, eram translúcidos e mão ficou a vagar...

Carente de saudade e o aperto no peito mais parecia maldade. Ôh razão vem me salvar, me liberta do pesadelo! Liberta meu coração!

Razão me ouviu e um torpor surgiu, pesadelo se foi. Com toda tristeza... Sumiu.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Olhos amendoados



Transpiro alma em meus olhos amendoados e através deles o exterior, no princípio da realidade, conhece a fantasia do mundo que habita em mim. As vocais são a ponte entre estes universos. Os ouvidos são as sentinelas do caminho e as narinas caçadoras que capturam, no ar, vestígios como faziam os antigos que sentiam no cheiro da terra a mudança do tempo e a chegada de chuva.

A alma minha é sagrada e delicadamente preservada pela mente, um forte coronel que num poderoso governo toma as principais decisões e apresenta ao ego que impulsivamente age, mas antes, é submetido ao superego que regula, busca inibir, provoca um comportamento moral e principalmente conduz-me à perfeição. Transpiro alma em meus olhos amendoados...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O vento me trouxe passado


O vento me trouxe passado, histórias e nuvens cinzas que cobriram meu sol e meu céu. Me perdi no turvo! Palavras que residiam no pretérito renasceram golfando dúvidas e incertezas ao presente. Recorri ao meu âmago que pediu reclusão de meu espírito na busca por um caminho; ele sempre foi o entreposto de minhas decisões. Parei na encruzilhada da (in)decisão. Um caminho desconhecido me levaria para mares longes, próximo de um sol a descobrir e o outro me manteria na jornada eremita para fugir ao (des)trato social. Pelo sim pelo não, decidi sentar-me à beira-mar e ver o pôr-do-sol entre as montanhas. Ele morrendo lento à escuridão noturna e eu imergindo à minha solidão avassaladora. Meu caminho no “só” me pareceu mais seguro.

domingo, 13 de junho de 2010

Ninfas do frio



Dias frios, dedos gelados, coração palpitante como a única coisa capaz de espantar o tremor de músculos tencionados pelo ar marinho. Salmoura nas narinas e dedos trêmulos; o outono carioca virou era glacial em pleno quatorze de junho. Restam ainda sete dias para o solstício de inverno, mas as ninfas do frio mandam mensagem do que vem pela frente. Arpoador, templo sagrado da orla mar sul que de tabernaculo serviu para o encontro de duas fagulhas divinas, mortais e morais. Palavras desencontradas, desengonçadas e engraçadas. Olhares tímidos, analisadores e observadores, dois destinos completamente desconhecidos se cruzam. Dias frios... Acho que não mais!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

É muito bom sonhar


Meus olhares estão convertidos a curiosidade de te conhecer. Meus desejos estão voltados à sua atenção. Mas o conhecer apenas corroborará aquilo que tem se desenhado pra mim até então. Meus caminhos estão mais retos, meus dias mais amenos, minhas dores mais passageiras... Que bom é sonhar. Um oceano que separa duas vidas e a internet que conecta possibilidades. Ah, como é bom sonhar. Um sonho que se sonha junto, não é sonho, passa a ser realidade. No horizonte, o sol anuncia momentos de felicidade. Eu afirmo. É muito bom sonhar...

domingo, 6 de junho de 2010

Etéreo


O sol se põe no horizonte e anuncia a moribunda luz

Que morre ao nascimento da treva vigorosa e medonha.

Sombra domina lentamente o real e olhos se curvam ao escuro.

De fato dá medo do negrume, mas beleza se contem no pavor.

Coração palpitante, temor latente, tremor...

Reina absoluta a alma da noite sobre a mortalidade do homem.

Etéreo.