quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Papoilas de prazeres agudos




Sôfrego, mas contente, deito-me no sofá.
O sabor de papoilas ainda paira em minha boca deixando-me sentir a euforia e o deleite que ainda permanecem no meu sangue e me fazem zabaneiro.
Não me olhes tardiamente e nem chegue depois do sono lírico se apoderar do prazer que a carne ainda retém, me levando ao sono.
Quero a nudez do olhar e um riso dormente para que eu sonhe enquanto desfaleço e ao acordar é a sua imagem que eu quero me velando feliz.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A caixinha de música














Engrenagens e fitas de aço dão impulso à uma dose melancólica

Um caleidoscópio desfragmenta um coração de vidro sob os pés

De uma bailarina de alma rosada



E o som fino e simpático corta o silêncio e quase para o coração

E por instantes um mergulho no passado.

E lágrimas forçam os olhos cerrados presos em imagens

Que se formam e somem como num passe de mágica



Um dó de tristeza se funde no corpo presente

Olhos abertos e lá ela a girar, graciosamente

Presa numa chave em um coração que chora saudade

Nem percebia o tempo passar



E o tempo passou...