quinta-feira, 29 de julho de 2010

As perguntas movem a vida


Diz-me aquele que não é confuso? Ou propenso a falhar? Qual o indivíduo que não tem suas indecisões e tira suas próprias conclusões? Qual ser vivo que nunca se tornou indeciso por isso ou aquilo? Que pessoa em perfeito estado nunca teve medo? Receios fazem parte da vida? Mas por quê? E porque isso? Ou porque aquilo? Qual o cara que nunca deixou de amar para ser amado? Ou deixou de ser amado para amar? Quantas vezes você se negou ao certo? Em quais momentos se entregou ao censurável? As prioridades? Quais são?Ontem? Hoje? Amanhã? Mais tarde ou nunca mais? Eu? Você? Nós dois? Nenhum de nós? Quantas são mesmo as perguntas que fazemos sobre nossas dúvidas e nossas incertezas? Escolho essa passagem? Ou aquela ali? Paro? Sigo? Avanço? Ou desisto? Na realidade onde é que estamos? E porque estamos aqui? Qual o real sentido de nossas decisões? Somos donos de nossos destinos ou meros instrumentos de um acaso celestial? Na realidade porque temos tantas dúvidas? Acho que acabo por concluir que o que move a vida não são as respostas, são as perguntas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tudo ou nada


Tudo ou nada. Posso até ser tolo, mas errar por falta de inteligência? Nunca. Não ofereço meio termo de nada a ninguém. Não consigo ficar encima do muro. Não consigo boiar. Ou não pulo ou mergulho. Não consigo ser morno, ou sou quente ou sou frio. Não consigo fingir. Ou eu falo ou me calo. Antes de ser verdadeiro com alguém, aprendi a ser verdadeiro comigo mesmo. Doa a quem doer. Sofra quem tiver que sofrer. Mas “farinha pouca meu pirão primeiro”. Não se trata de egoísmo. É razão. Cansei de ser fraco e só dar a cara a tapa. Agora, se me batem com uma mão, eu revido com a outra, seco e doloroso como só.

domingo, 11 de julho de 2010

Palavras embaralhadas


O sublime de admirar a vida levou os tatos de meus trêmulos dedos. Levou consigo a sensatez do que é certo e daquilo que é errado. O ébrio de minhas bebidas me deixou mais sensível. A racionalidade deixou de existir. O que é real mesmo? O que é confuso? O que é mentira? Idéias embaralhadas, noite embriagada e eu? Fui amigo até pouco tempo atrás. Estou sozinho escrevendo agora. Algoz dos meus porquês? Acho que não. E Se for? E daí? Dane-se. Quero dormir agora e esquecer-me desse mundo que tanto faz sofrer... mas é belo por sinal. Contudo, eu amo viver.

sábado, 3 de julho de 2010

Homem não chora. Não chora?


Eu vou sentir sua falta e de toda manhã preguiçosa que era acordada por seus gracejados olhos esmeralda. O pesar da lida era menos agressivo ao receber um afago seu em abraço carinhoso e apertado. As agruras da correria frenética me deixavam menos combalido com seu sorriso doce. No “vou” “não vou”, no “tá” não “tá” brincávamos como crianças durante o dia inteiro com códigos que só nós entendíamos. Com quem vou brincar agora? Não quero revelar a outros nosso fabuloso código secreto infantil. E vem a vida e os caminhos distintos nos separando de tamanha alegria em sorrir juntos. Faz parte, da história, perder a conexão com outras pessoas, e tão clichê como a vida é, faz parte do meu show chorar por aqueles que amo e que partem. Partida... Aprendi a lhe dar com a chegada, mas definitivamente não sei lhe dar com a partida que parte meu coração em dor e me faz choramingar.

Homem não chora. Não chora? Então não sou homem. Sou Fabianno Santana. E quem quer que seja. Meus amigos, amores e irmãos merecem meu choro. Eu choro a perda e não tenho vergonha de admitir e vou sentir falta de você. Mas vá! Embora com seus novos horizontes, pois depois do arco-íris tem um pote de ouro encantado. Seja feliz! Por você, por mim e por nós dois.