terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu Nuvem. Você Vento. Nós Paixão.









A nuvem de amor pelo amor

O vento com medo da prisão

A nuvem de delicadeza

O vento de constante mudança

A nuvem que rega proteção

O vento que semeia imensidão

Que livre segue a brincar

De encantos e magias

Com nuvens a bailar

No empíreo celeste

Alvas como algodão

Enfeitam o céu azul

Fazem viajar imaginação

Eu faço a nuvem dançar

Na leveza da calmaria primaveril

E em pleno temporal de raios e trovões

Ela, nuvem, me faz encantar, pelo doce

Balanço do ar

A nuvem o amor

O vento o desejo

Juntos, paixão

domingo, 26 de setembro de 2010

Mano meu








Clamo à distância afastado de mim

No mundo de perdições...

Mano meu, Mano meu

Onde estás que não me responde

Mano meu, Mano meu

Onde estás que não vem mais

Ah, Mano meu

Nunca fiz mal a ninguém

Ah, Mano meu

Eu só sei fazer o bem

Ah mano meu

Eu te amo mesmo ao longe

Ah mano meu

Porque é que tu não vens?

Oh mano meu

“Lágrimas nos olhos”


Te amo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Máscaras e espelhos


Somo separados por máscaras e

Unidos por espelhos que revelam

Nossa identidade em âmago.

Podemos mentir para o mundo,

Mas jamais para nós mesmos.

Não há coragem de fingir-lhe

Aos próprios olhos

E nem mesmo força para

Inebriar-lhe em balelas inúteis

Somos máscaras para os outros

Mas os espelhos nos revelam alma

A vida depende de máscaras

E o que seria do mundo sem egotismo

Sem ilusões e falsidade?

Alguns usam máscaras para disfarçar

Ou ludibriar

Quiçá se esquivar dos próprios medos

Máscaras sempre caem

Devemos esperar

Pois no fundo, no fundo

Ninguém conhece ninguém

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Lembranças de quem somos

As lembranças revelam como você ainda é o seu passado

Um toque

Uma música

Um odor

Uma imagem

Tudo é capaz de te ancorar a histórias de um tempo que não mais vai voltar

As amizades inesquecíveis

Os amores descabidos

Os pudores

As libidos...

O que somos nós

Sem nossas

Lembranças e histórias?

O que eu sou sem você?

O que você sem mim?

O que sois nós sem vós?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A dança do tempo

O que é o tempo?

O tempo vem da dança entre o sol e a lua

Que baila na vida de nós humanos mortais

Estrelas a guiar pensamentos e sonhos

No céu escuro de meu Deus no tempo que passa, vaga.

Na Terra, pessoas se acham, se amam e se odeiam...

Assim é o tempo; que decorre de forma implacável,

Oferecendo alegria a quem sabe aproveitar

E tristeza a quem descuida no caminho.

O tempo que tudo dá

O tempo que tudo tira

O tempo da folha morta

O tempo da folha viva

Tudo tem seu tempo e momento exato de acontecer

Nem cedo demais, nem tarde demais

Na hora em que o tempo determinar

O hoje é certo, o amanhã a Deus pertence

Viver então de forma intensa, correta e exultante

Vamos viver o agora, confiando o mínimo possível

No amanhã, pois cada dia é único

E já que o melhor profeta do futuro é o passado

É no presente que tudo acontece

E o presente é HOJE.

Nele está a eternidade

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Criança zelada




Somos andarilhos de uma estrada que muda com o dia e com a noite

Companheiros de vidas e destinos transeuntes

Ocasiões que não se passam de admiráveis encontros

Estamos à mercê da sincronicidade...

Da mesma que faz convergir as coisas em momento iguais

De corações que se revelam e se unem deliberadamente

Que se entregam aos sorrisos mais frouxos

E às brincadeiras mais inocentes

Ele jovem que se apoderou de mim

Ela, com óculos que espelham a própria íris

Numa mistura entre o intelecto de uma ereta mulher

E uma sapeca moleca de jovialidade fervorosa

A outra de olhos que falam pela alma

Tão verde quanto esmeraldas

Que apaixonam os mais duros corações

Três contra um e a nocaute

Desci aos caprichos deles, mais novos

E como se seduzido por uma adolescência que já partiu

Deixei-me abduzir por eles

E fui jogado num rio de emoções

De baladas que já não sustento mais

De noitadas que já não consigo mais

Mas com alegria contagiante... Me dei permissão

De extravasar e não pedi opinião ao corpo

Se ele agüentaria ou não

Eu fui, me entreguei e,

Apenas madrugada fria e algumas goladas de cerveja

Assistiram minha embriaguês

Que embaralharam minhas idéias e,

Fizeram-me fazer os outros rirem

No final das contas, o descanso

Nos braços de Orfeu e ao colo

Daquele que hoje é meu

Encontrei sono e dormi em tranqüilidade de criança zelada

E assim fechei meus olhos. Feliz, feliz, feliz...