


Somos andarilhos de uma estrada que muda com o dia e com a noite
Companheiros de vidas e destinos transeuntes
Ocasiões que não se passam de admiráveis encontros
Estamos à mercê da sincronicidade...
Da mesma que faz convergir as coisas em momento iguais
De corações que se revelam e se unem deliberadamente
Que se entregam aos sorrisos mais frouxos
E às brincadeiras mais inocentes
Ele jovem que se apoderou de mim
Ela, com óculos que espelham a própria íris
Numa mistura entre o intelecto de uma ereta mulher
E uma sapeca moleca de jovialidade fervorosa
A outra de olhos que falam pela alma
Tão verde quanto esmeraldas
Que apaixonam os mais duros corações
Três contra um e a nocaute
Desci aos caprichos deles, mais novos
E como se seduzido por uma adolescência que já partiu
Deixei-me abduzir por eles
E fui jogado num rio de emoções
De baladas que já não sustento mais
De noitadas que já não consigo mais
Mas com alegria contagiante... Me dei permissão
De extravasar e não pedi opinião ao corpo
Se ele agüentaria ou não
Eu fui, me entreguei e,
Apenas madrugada fria e algumas goladas de cerveja
Assistiram minha embriaguês
Que embaralharam minhas idéias e,
Fizeram-me fazer os outros rirem
No final das contas, o descanso
Nos braços de Orfeu e ao colo
Daquele que hoje é meu
Encontrei sono e dormi em tranqüilidade de criança zelada
E assim fechei meus olhos. Feliz, feliz, feliz...