
Minha cobiça de você é inusitada
E sem qualquer pecado, te desejo
E tua loucura também o é
Deixando-me perplexo e perdido
Em mim mesmo, pois,
Eu já desisti de procurar razão para
Isso que me fixou a você
Sabe aquele desejo que sobe
E que nos consome? É singular.
Sem falar na saudade
De quando você parte
Que é monstruosamente fatal
Enquanto lembro teus lábios
Saudade dá
Enquanto recordo dos beijos em seu pescoço
Saudade dói
E quando meus olhos cruzam os seus na última despedida
Saudade mata
Em teu perfume percorro um corpo ávido
De quando deslizo sobre teu abdômen e umbigo
E me perco em tuas coxas nuas em pelos
Num corpo que perde o controle
Em arrebatamento intenso... Incontrolável
E único...
Num repente teu prazer arrebata-me
Entre sussurros... Gemidos e suspiros
Multiplicam-se num privilegiado momento...
Instante meu e teu; úmido momento
De espasmos e deleite
Em nossa unanimidade plena.
No dois em um, sendo um em dois
Que não se sabe ao certo onde um começa
E o outro termina.