sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bússula do coração


Destino: Sonho
Estrada: Vida
Objetivo: Felicidade
Motivação. Ela (minha mãe in memorian)
Trono: Cama
Conselheiro: Travesseiro
Estadia: Amor
Bússola: Coração
Decisão: Mente
Fulgor: Espírito

Sou todo Fabianno Santana
Amo muito tudo isso

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Devoção











Sou devoto de mim mesmo

Mas não me pertenço

Pertenço aos meus amigos

E as ciladas do destino

Pertenço a vida que é boa e má

Sou devoto de minhas idéias

Mas não engulo minhas próprias opiniões

As mudo como se muda de roupa

Não que haja inconstância

Mas as coisas mudam por natureza

Sou devoto de meus olhos

Mas aprendi a enxergar com o coração

Pois os olhos traem e o coração sente

Sou devoto a minha realidade

Mas acredito em meus sonhos

Eles me animam e me fazem seguir

Sou devoto a minha liberdade

Ainda que algemas me prendam corpo

Mas alma é livre

Sou devoto a minha coragem

Mas medo pondera

Em culto privado

E liturgia sagrada

Eu sigo...

Devoto de mim mesmo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O final da vida


Temo a morte que nos ronda

E o final dos tempos para o Eu

Tremo de pavor com o calafrio da extinção

Estremeço de horror com o calar dos lábios

E o selar dos olhos

Não me conformo com a mortalidade

Sequer cogito o morrer

Sem promessas de paraísos

Ou amedrontamentos com infernos

Pois tudo é aqui

Tudo é agora

E eu quero o aqui, apenas o agora!

A morte é o final da vida

O término da consciência

O fim da paixão

A morte é a maior das dores

O maior dos medos

O pior destino

Revidar a morte

Como revidar o sofrimento

E a dor...

Quero o poder de eliminar a morte

E tornar a imortalidade

O grande senhor da existência

Eis que a vida até supera a morte

Mas e a psique?

O Eu?

O ego?

Tudo é levado com a morte

E não gosto dessa idéia

Temo a morte que nos ronda